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Saiba como utilizar corretamente a cadeirinha para a segurança da criança


Mortes de crianças na  condição de passageira não demonstra tendência de queda. Carros devem sair de fábrica com Isofix para cadeirinha

Por Scheilla Lisboa

scheilla@portalautomulher.com.br

 

Mães, atentem-se aos números: “o uso correto de cadeirinhas infantis minimiza em 71% as chances de morte da criança, em um acidente”, ressalta Gabriela Freitas, gerente executiva da ONG Criança Segura. De acordo com o último levantamento, realizado em 2016, das 1292 mortes de crianças no trânsito, de 0 a 14 anos, em 469 a criança estava na condição de ocupante do veículo, ou seja, passageira. “Até ocorreu uma oscilação no número de mortes nos últimos anos, mas infelizmente, não está em tendência de queda”, analisa a gerente da ONG, que depura os dados do DATASUS, plataforma do Ministério da Saúde. “Esse aumento se deve às crianças agora estarem andando mais de carro e menos à pé, ao não uso da cadeirinha e à instalação errada”, explica.

Todo cuidado é importante quando envolve a segurança de pessoas que amamos, o que inclui o transporte de crianças nos automóveis. Os aprimoramentos têm avançado e o mais recente é a resolução 518 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que obriga todo novo projeto de automóvel, SUV e picape dupla a ter pontos de ancoragem para cadeirinhas infantis ou dispositivo de retenção infantil, ou seja o Isofix ou Latch. Em 2020, a norma valerá para todos os modelos à venda no país.

O assunto ainda é confuso para muitas pessoas. Vamos começar pelo Isofix, que é um sistema de retenção de crianças em carros mais modernos. Para prender, existem travas na cadeirinha no formato de garras, que são encaixadas em dois pontos de apoio fixos na estrutura do veículo.

A diferença entre o Isofix e o Latch (padrão comum nos Estados Unidos) é que enquanto no primeiro a fixação é feita por dois terminais rígidos, no segundo, é necessário prender os ganchos e ajustar uma fivela para eliminar a folga das cintas. Ambos são mais seguros que a fixação no cinto de segurança, porém a certificação Isofix é mais rigorosa, pois são realizados testes de colisão traseira e de capotagem.

Para estes sistemas são necessários três pontos de ancoragem; portanto, o carro precisa dispor também do tether, um acessório de ancoramento superior da cadeirinha e do bebê conforto.

Parece complicado, mas não é. “O uso do isofix ajuda na questão do erro de instalação do dispositivo infantil, porque é um clique, muito fácil. Mas até toda a frota ter o isofix, todas as famílias terem a cadeirinha e o carro com o sistema, isso leva um tempo”, diz Gabriela.

E, não há forma mais segura para levar crianças no carro, que no dispositivo, cujo uso é lei: Resolução 277 do Contran, que regulamenta no país o transporte de crianças com idade de até 7 anos e meio. Esta lei não se aplica a táxis e transportes coletivos, por exemplo. Mas, é prudente, mesmo no táxi, levar o bebê conforto ou a cadeirinha. Neste caso não existe a possibilidade de receber uma multa, porém, é uma questão de prevenção. “Utilizar dispositivo de fixação adequado, previne o agravamento dos ferimentos e fatalidades nos casos de colisões, freadas e até distrações ao volante”, afirma Emerson Feliciano, superintendente do CESVI Brasil/MAPFRE (Centro de Experimentação e Segurança Viária).

Qual cadeirinha usar?

Está é a primeira questão que vem à mente. “Os pais ainda têm muitas dúvidas, sobre qual é a correta para o tamanho da criança e como se instala, por exemplo”, conta Gabriela.

Para facilitar, abaixo,  quadro fornecido pela ONG Criança Segura, os tipos de bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação já relacionados com a faixa etária e peso correto.

Na hora da compra

Algumas dicas podem ajudar na hora da compra, como por exemplo “identificar o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), que é obrigatório”, lembra Dino Lameira, técnico e representante da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Isso garante que a cadeirinha ou assento foi aprovado em teste de colisão e que está apto a desempenhar da melhor forma possível a função de proteger.

Ficar atento ao peso da criança e se ela está adequada ao grupo da cadeirinha; verificar a compatibilidade com o banco e o cinto de segurança do automóvel e se cabe no porta-malas são outras dicas do técnico. Para finalizar, é essencial “solicitar explicação de como prendê-la corretamente ao banco, porque algumas são complicadas”, ressalta o técnico. Em 2016, a Proteste realizou um teste comparativo dos dispositivos infantis. Mas, nesse tempo, produtos, tecnologias e normas mudaram. A boa notícia é que a ONG realizará outra avaliação em breve e os resultados vão sair em dezembro.

Pronto, agora já pode comprar a cadeirinha. Não, ainda não. É importante sentar a criança no produto para “testar”, verificar os ajustes e se condiz com o tamanho e peso. Além de ser uma boa ocasião para colocar em prática as explicações anteriores do vendedor.

Não é apenas adquirir e colocar no automóvel, alguns cuidados são necessários. “Observe e siga corretamente as instruções de instalação e lembre-se de sempre verificar se o cinto de segurança está afivelado”, ressalta Feliciano. “Transporte as crianças sempre em assentos infantis mesmo em trajetos curtos”, completa.

Multas

Quem não cumpre a lei, comete uma infração gravíssima, de acordo com o artigo 168 do Código Brasileiro de Trânsito. Além dos pontos na habilitação, ainda será preciso pagar uma multa no valor de R$ 293,47 e o carro pode ficar retido até a cadeirinha ser providenciada.

Algumas mães e pais ainda não perceberam a importância do assunto e negligenciam. De acordo com o Detran SP, foram aplicadas 4.016 multas em 2016; até outubro de 2017, foram 3.791 no estado de São Paulo.

 

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