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Mitos e verdades sobre amortecedores

Atitudes e conceitos equivocados podem comprometer a segurança e o conforto do veículo

 

Passar na lombada na diagonal ou não? Blindagem requer cuidado? Amortecedores devem ser trocados aos pares? Estas e outras dúvidas sobre amortecedores ainda passeiam na cabeça de muitos motoristas.

Mas, para que mesmo servem os amortecedores? É um item de segurança responsável por controlar a movimentação das molas da suspensão e manter os pneus em contato permanente com o solo. Assim, a peça assegura estabilidade, boa dirigibilidade e conforto aos passageiros.

Voltando às dúvidas, a Monroe, empresa líder no desenvolvimento e fabricação de amortecedores, listou alguns mitos e verdades, que ajudarão na manutenção.

Deve-se passar por lombadas na diagonal

Mito. Embora a recomendação seja comum, ao passar por lombadas ou valetas na diagonal, esse deslocamento gera forças laterais na movimentação dos componentes, podendo acarretar folgas excessivas, ruídos, empenamentos e, em situações mais graves, o travamento total das peças. Para preservar os amortecedores e a suspensão, o correto é passar com o veículo em linha reta.

Prazo de troca a cada 40 mil km rodados

Mito. “Algumas pessoas tendem a esperar o prazo de 40 mil km rodados para realizar a manutenção dos amortecedores. Porém, o desgaste será maior em carros que rodam sempre por vias mal pavimentadas ou em condições severas de uso, como táxis e veículos de transporte”, afirma Juliano Caretta, Supervisor de Treinamento Técnico da Tenneco. Nesses casos, a revisão deve ser feita no máximo a cada 10 mil km, ou conforme recomendação da montadora.

Trocar os amortecedores sempre aos pares  

Verdade. Ao trocar apenas um amortecedor, utilizando uma peça nova e outra usada, haverá um desequilíbrio, capaz de prejudicar a dirigibilidade. Como resultado, o motorista notará perda de eficiência. O ideal é substituir sempre os pares em cada eixo ou, se possível, realizar a manutenção de todo o conjunto.

Peças recondicionadas têm a mesma eficiência

Mito. Peças recondicionadas não passam pelo mesmo processo de produção, que garante a qualidade e a segurança. Em geral, elas recebem apenas nova pintura e melhorias estéticas, além de utilizarem lubrificante diferente do recomendado. Por isso, podem apresentar eficiência bem menor quando comparadas às peças originais. A orientação é usar sempre amortecedores novos e desconfiar de preços muito baixos.

Maior desgaste leva a menor conforto dentro do carro

Verdade. Amortecedores em más condições causam balanços e trepidações excessivas, dificultando as manobras. “Testes realizados pela Monroe apontam que um equipamento com 50% de desgaste eleva em 26% o cansaço do motorista, o que pode causar acidentes graves”, alerta Caretta.

Amortecedor em mau estado causa aquaplanagem

Verdade. Um conjunto em mau estado não garante contato permanente entre os pneus e o solo. Em dias chuvosos, isso permite a formação de uma camada de água entre eles, processo conhecido como aquaplanagem. Amortecedores com 50% de desgaste começam a aquaplanar a velocidades a partir de 109 km/h, enquanto amortecedores novos podem perder aderência somente ao ultrapassar os 125 km/h.

 

Problema na suspensão aumenta a distância de frenagem

Verdade. A frenagem tem relação direta com o estado de conservação da suspensão. Amortecedores com 50% de desgaste aumentam a distância de frenagem em até 2,6 metros, a uma velocidade de 80 km/h.

Amortecedores desgastados interferem em outros componentes

Verdade. Muitos motoristas acreditam que o estado dos amortecedores não interfere nos demais componentes do veículo. Como o trabalho da suspensão é resultado da ação de vários componentes diferentes, quando um deles se desgasta, acaba sobrecarregando os outros.

Sistema de iluminação pode provocar acidentes

O balanço excessivo causado pelos componentes desgastados produz oscilações no feixe de luz dos faróis, podendo ofuscar a visão dos condutores que trafegam em sentido oposto e provocar acidentes.

Blindagem requer cuidado extra

Verdade. A blindagem, conforme os níveis disponíveis, acrescenta até 250 kg ao peso do veículo, aumentando o esforço e, consequentemente, o desgaste de componentes como os amortecedores. Como não há peças específicas para esses automóveis, a recomendação é fazer revisões periódicas no sistema, no máximo, a cada 10 mil km rodados.

 Peso não interfere

Mito. Ao viajar, é comum colocar todas as malas e passageiros no veículo, sem atenção ao limite de carga do modelo. Extrapolar esse limite, descrito no manual da montadora, compromete a dirigibilidade e o conforto, colocando todos os ocupantes em perigo. Tenha cuidado ao distribuir o peso de forma igualitária no porta malas, evitando diferenças de altura entre os lados da suspensão.

 

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